O secretário de Estado do Turismo anunciou hoje que o “touring cultural e paisagístico”, um dos produtos do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), vai ganhar a designação de “turismo cultural e religioso”, responsável por receitas anuais de 700 milhões de euros.
“Estou em condições de informar que proporemos à comissão de reavaliação [do PENT], onde o Turismo de Portugal tem um papel de liderança, que o turismo cultural e religioso passe a ser um dos dez produtos estratégicos”, disse Bernardo Trindade, em Ourém, onde participou na cerimónia de assinatura de dois protocolos de financiamento para beneficiar infra-estruturas da cidade de Fátima, que na próxima semana recebe a visita do Papa.
O governante explicou que os dez produtos se vão manter, havendo uma “redefinição” no produto “touring cultural e paisagístico”, mostrando-se esperançado que a comissão que está a rever o PENT “acolha rapidamente” a sugestão.
Bernardo Trindade admitiu que esta era uma matéria que “preocupava nomeadamente a população do concelho de Ourém” e, em particular, “toda a sua comunidade religiosa”.
Questionado se a medida revela um recuo do Governo face ao plano em vigor, o responsável rejeitou esta hipótese, lembrando que o turismo religioso estava integrado “num quadro mais alargado do turismo cultural”. Por outro lado, apontou o apoio do Governo a “um conjunto variadíssimo de iniciativas” no sentido de valorizar o turismo religioso. “Há, se quiserem, uma clarificação que me parece importante, sobretudo para perspectivar o turismo nos próximos anos”, referiu Bernardo Trindade.
Na cerimónia, o responsável afirmou que a revisão do PENT - “o primeiro plano transversal na indústria do turismo que vinculava a administração pública e a iniciativa privada” - visa “adequá-lo às novas dinâmicas” depois de “olhar para o território para perceber” se as apostas do PENT se mantêm válidas.
Falando de Fátima, o governante declarou que “as suas implicações em termos turísticos são de todos conhecidos”, apontando dados do santuário que dão conta que todos os anos a cidade é visitada por cinco a seis milhões de peregrinos oriundos de centenas de países.
“É uma forma importantíssima e incontornável de comunicar a nossa realidade neste produto turístico importante como é o turismo religioso”, declarou, desafiando os presentes a aproveitar a visita de Bento XVI ao país, de 11 a 14 de Maio, para “cada vez mais comunicar Portugal”.
O secretário-geral da Confederação do Turismo Português, Jorge Aníbal Catarino, também defende que o turismo religioso seja considerado produto estratégico na revisão do PENT, sublinhando que o este tipo de turismo é responsável por receitas anuais de 700 milhões de euros.
O dirigente da Confederação do Turismo Português, que se associou à visita papal, sublinha que a “deslocação do Papa Bento XVI a Portugal reveste-se de importante significado na divulgação da imagem de Portugal e dos destinos turísticos de Lisboa, Porto e Fátima”.
Fonte:http://economia.publico.pt
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24 abril 2010
Auditório da Fundação INATEL em Setúbal «Encontros à Margem» Baile de Danças Tradicionais Europeias
Integrado no Programa de Actividades do Auditório, “Encontros à Margem”, a Cultura da Fundação INATEL em Setúbal celebra o Dia Mundial da Dança com o Baile de Danças Tradicionais Europeias, um evento de partilha entre a música, interpretada pela Acordeonista Celina da Piedade, e a dança, com a monitora, Leónia de Oliveira.
Um momento de harmonia dos sentidos, numa atmosfera de diversão, no Auditório da Fundação INATEL em Setúbal, dia 29 de Abril, às 18h30. A entrada é livre.
Encontros à Margem, celebra o Dia Mundial da Dança com o Baile de Danças Tradicionais Europeias, um evento de partilha entre a música, interpretada pela Acordeonista Celina da Piedade, e a dança, com a monitora, Leónia de Oliveira.
Ao som de diferentes ritmos oriundos de vários países da Europa e também da música tradicional portuguesa, convidamo-lo a participar activamente neste encontro, pois cabe ao público exprimir os seus dotes artísticos, em dança de roda ou pares.
Fonte: Rostos on-line
Um momento de harmonia dos sentidos, numa atmosfera de diversão, no Auditório da Fundação INATEL em Setúbal, dia 29 de Abril, às 18h30. A entrada é livre.
Encontros à Margem, celebra o Dia Mundial da Dança com o Baile de Danças Tradicionais Europeias, um evento de partilha entre a música, interpretada pela Acordeonista Celina da Piedade, e a dança, com a monitora, Leónia de Oliveira.
Ao som de diferentes ritmos oriundos de vários países da Europa e também da música tradicional portuguesa, convidamo-lo a participar activamente neste encontro, pois cabe ao público exprimir os seus dotes artísticos, em dança de roda ou pares.
Fonte: Rostos on-line
13 abril 2010
Os 10 museus mais insólitos do país
Das provas da inteligência dos insectos à prova de que os dinossauros cabiam na Arca de Noé, em Portugal há museus para todos os gostos
"Kunstkammer", "wunderkammer" ou "cabinet of curiosities", são alguns dos nomes usados para designar salas inteiras onde eram guardados objectos fantásticos na Europa renascentista. Colecções privadas que floresceram durante o período de expansão colonial e formavam uma espécie muito radical de coleccionismo.
Estes gabinetes de curiosidades (na tradução livre para português) eram divisões em casas de famílias abastadas ocupadas por animais embalsamados, cornos de unicórnio (na verdade, o chifre da baleia narval) ou vestígios de civilizações primitivas.
Os wunderkrammer deram origem às primeiras colecções de museus mais convencionais que, com o passar do tempo, se tornaram mais organizados e menos excêntricos. Uma pena.
Felizmente, alguma museologia portuguesa não-alinhada mantém ainda a curiosidade ingénua de outros tempos. Aqui e ali ainda podem ser encontradas colecções fora de comum, prontas a desafiar os limites do bom gosto e curiosidade do cidadão comum.
Seja um museu nas Caldas da Rainha onde nenhum dos quadros foi comprado, um parque temático criacionista nos arredores de Mafra ou uma antiga oficina com quase 6000 badalos de vaca, vemos que os wunderkrammer não acabaram completamente. Estão apenas mais espaçosos, menos eclécticos e espalhados pelo país.
"Kunstkammer", "wunderkammer" ou "cabinet of curiosities", são alguns dos nomes usados para designar salas inteiras onde eram guardados objectos fantásticos na Europa renascentista. Colecções privadas que floresceram durante o período de expansão colonial e formavam uma espécie muito radical de coleccionismo.
Estes gabinetes de curiosidades (na tradução livre para português) eram divisões em casas de famílias abastadas ocupadas por animais embalsamados, cornos de unicórnio (na verdade, o chifre da baleia narval) ou vestígios de civilizações primitivas.
Os wunderkrammer deram origem às primeiras colecções de museus mais convencionais que, com o passar do tempo, se tornaram mais organizados e menos excêntricos. Uma pena.
Felizmente, alguma museologia portuguesa não-alinhada mantém ainda a curiosidade ingénua de outros tempos. Aqui e ali ainda podem ser encontradas colecções fora de comum, prontas a desafiar os limites do bom gosto e curiosidade do cidadão comum.
Seja um museu nas Caldas da Rainha onde nenhum dos quadros foi comprado, um parque temático criacionista nos arredores de Mafra ou uma antiga oficina com quase 6000 badalos de vaca, vemos que os wunderkrammer não acabaram completamente. Estão apenas mais espaçosos, menos eclécticos e espalhados pelo país.
07 abril 2010
Museu de Arte Popular reabre a 18 de Maio
O Museu de Arte Popular, em Lisboa, vai reabrir para visitas guiadas e actividades pedagógicas no dia 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus, revelou hoje à Lusa a directora do espaço, que se encontra encerrado e que esteve em risco de acabar.
“A partir de dia 18 de Maio vamos fazer visitas guiadas e outras actividades de animação, como oficinas pedagógicas em parceria com outros museus”, disse Andreia Galvão no final de uma visita de deputados da Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura ao espaço situado em Belém.
Os deputados estiveram durante toda a manhã de hoje em visita ao Museu Nacional dos Coches, ao Museu Nacional de Arqueologia e ao Museu de Arte Popular, onde foram recebidos pelos respectivos directores para conhecer a situação destes espaços museológicos.
“A partir de dia 18 de Maio vamos fazer visitas guiadas e outras actividades de animação, como oficinas pedagógicas em parceria com outros museus”, disse Andreia Galvão no final de uma visita de deputados da Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura ao espaço situado em Belém.
Os deputados estiveram durante toda a manhã de hoje em visita ao Museu Nacional dos Coches, ao Museu Nacional de Arqueologia e ao Museu de Arte Popular, onde foram recebidos pelos respectivos directores para conhecer a situação destes espaços museológicos.
21 março 2010
Mais de 60 iniciativas assinalam Dia Nacional dos Centros Históricos
Visitas guiadas a edifícios classificados, música, cinema e "Andante" a um euro são algumas das mais de 60 iniciativas programadas para realizar no Porto dia 27, no âmbito das comemorações do Dia Nacional dos Centros Históricos.
A iniciativa é da Câmara do Porto que, associando-se às comemorações do dia que celebra o património histórico arquitetónico de várias cidades portuguesas, programou uma série de atividades, reunindo 27 entidades, para o dia 27.
O Dia Nacional dos Centros Históricos é, contudo, assinalado a 28 de março, e foi instituído, em 1993, através de um convénio celebrado entre o Governo e a Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico.
A iniciativa é da Câmara do Porto que, associando-se às comemorações do dia que celebra o património histórico arquitetónico de várias cidades portuguesas, programou uma série de atividades, reunindo 27 entidades, para o dia 27.
O Dia Nacional dos Centros Históricos é, contudo, assinalado a 28 de março, e foi instituído, em 1993, através de um convénio celebrado entre o Governo e a Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico.
Vila mais manuelina de Portugal quer entrar nos roteiros do turismo cultural
O rumo está traçado e passa também pela ligação ao Oriente desta terra transmontana de onde partiram o primeiro navegador português a chegar à China, Jorge Álvares, e inúmeros missionários.
Mais de uma centena de livros em chinês e sobre o Oriente trazidos nas missões vão ser disponibilizados ao público na biblioteca dos navegadores e missionários a instalar na igreja do Convento São Filipe de Nery.
Fonte: RTP
Mais de uma centena de livros em chinês e sobre o Oriente trazidos nas missões vão ser disponibilizados ao público na biblioteca dos navegadores e missionários a instalar na igreja do Convento São Filipe de Nery.
Fonte: RTP
01 março 2010
Não há política cultural em Portugal
Portugal apresenta-se neste Século XXI como um país virado para o turismo cultural em alternativa a conceitos de turismo de sol e praia mais ou menos competitivos. O nosso país é uma nação de grandes tradições e raízes culturais, com um património riquíssimo e reconhecido a nível internacional. Mas existirá uma verdadeira política cultural em Portugal? A resposta é simples e categórica: não!
Não, porque, apesar de termos uma ministra da Cultura artista, a mesma não tem tido a força e a coragem necessárias para operar uma mudança séria nas estruturas de uma casa, já por si, pesada, cansada e, por que não dizer, viciada. Desde o chefe de gabinete aos directores-gerais, bem como chefias e coordenações intermédias, mantêm-se quase todos nas suas funções, fazendo a triste realidade da ausência de criação assente em bases estruturadas e sólidas de uma política cultural que vise os legítimos interesses daqueles que suportam o Ministério da Cultura: nós, os contribuintes.
Aliás, lamento a falta de coragem e audácia para se criar um ministério com carga política e orçamental para ir ao encontro do País e das populações. Esse Ministério do Turismo e da Cultura teria as tutelas suficientes para não se repetirem erros de programação e promoção de actividades e bens culturais e artísticos, numa perspectiva de deixar marca nas gerações vindouras e levar o nosso conhecimento, as artes, a literatura, os museus, as tradições e o património aos visitantes e potenciais turistas de todo o mundo.
A visão pequena das realidades, e a mania de reiterarmos a política do umbigo e do estarmos orgulhosamente sós, faz com que se tenha uma existência irrisória na mudança das gerações e o seu enriquecimento no que concerne aos ditos aspectos culturais. Olhemos alguns casos concretos. Por que será que os géneros artísticos com público não têm, usualmente, apoios do Estado? Por que será que, por sectarismos inconsequentes, o que é intelectualmente e altamente financiado é, na maior parte, um rol de projectos efémeros, onde é regra encontrarmos cadeiras vazias? Por que será que os grupos, as companhias e os artistas da Madeira e dos Açores não podem concorrer aos apoios do Ministério da Cultura? Não estará o Governo actual a fazer um boicote a estes criadores, mesmo tendo uma ministra açoriana na pasta? Por que será que os programas de itinerância, apoiados pelo MC, têm critérios de selecção não compreensíveis e razoáveis na sua imparcialidade e execução? Por que será que não existe, como outrora, separação entre modelos e actores, entre profissionais e amadores? Por que será que acabaram com a carteira profissional, permitindo a qualquer curioso, pertencente a determinado lóbi da moda, ser protagonista e financiado pelo dinheiro dos portugueses? Por que será que os artistas continuam a ser desconsiderados entre os 30 e os 65 anos? Primeiro, os jovens talentos; depois, os homenageados. E onde ficam os adultos e os maduros?
É preciso ter força e coragem e dizer que a Cultura, em Portugal, precisa de um rumo, de uma mudança radical, sem hipotecar gerações com a ignorância e a distância entre criadores e público, têm de ser fomentados a imparcialidade e critérios lógicos e racionais na selecção de quem se apoia, caminhando para acabar com os subsídios e adoptando uma lógica de mercado livre e concorrencial, com iguais apoios em escalões idênticos de pares de criadores. É necessário e urgente reflectir, mas acima de tudo agir, com quem sabe, conhece, ama e sabe fazer com eficácia, diferença e para todos e em todo o território por igual. A Cultura, em Portugal, merece muito mais e melhor.
Fonte: Jornal de Madeira
Não, porque, apesar de termos uma ministra da Cultura artista, a mesma não tem tido a força e a coragem necessárias para operar uma mudança séria nas estruturas de uma casa, já por si, pesada, cansada e, por que não dizer, viciada. Desde o chefe de gabinete aos directores-gerais, bem como chefias e coordenações intermédias, mantêm-se quase todos nas suas funções, fazendo a triste realidade da ausência de criação assente em bases estruturadas e sólidas de uma política cultural que vise os legítimos interesses daqueles que suportam o Ministério da Cultura: nós, os contribuintes.
Aliás, lamento a falta de coragem e audácia para se criar um ministério com carga política e orçamental para ir ao encontro do País e das populações. Esse Ministério do Turismo e da Cultura teria as tutelas suficientes para não se repetirem erros de programação e promoção de actividades e bens culturais e artísticos, numa perspectiva de deixar marca nas gerações vindouras e levar o nosso conhecimento, as artes, a literatura, os museus, as tradições e o património aos visitantes e potenciais turistas de todo o mundo.
A visão pequena das realidades, e a mania de reiterarmos a política do umbigo e do estarmos orgulhosamente sós, faz com que se tenha uma existência irrisória na mudança das gerações e o seu enriquecimento no que concerne aos ditos aspectos culturais. Olhemos alguns casos concretos. Por que será que os géneros artísticos com público não têm, usualmente, apoios do Estado? Por que será que, por sectarismos inconsequentes, o que é intelectualmente e altamente financiado é, na maior parte, um rol de projectos efémeros, onde é regra encontrarmos cadeiras vazias? Por que será que os grupos, as companhias e os artistas da Madeira e dos Açores não podem concorrer aos apoios do Ministério da Cultura? Não estará o Governo actual a fazer um boicote a estes criadores, mesmo tendo uma ministra açoriana na pasta? Por que será que os programas de itinerância, apoiados pelo MC, têm critérios de selecção não compreensíveis e razoáveis na sua imparcialidade e execução? Por que será que não existe, como outrora, separação entre modelos e actores, entre profissionais e amadores? Por que será que acabaram com a carteira profissional, permitindo a qualquer curioso, pertencente a determinado lóbi da moda, ser protagonista e financiado pelo dinheiro dos portugueses? Por que será que os artistas continuam a ser desconsiderados entre os 30 e os 65 anos? Primeiro, os jovens talentos; depois, os homenageados. E onde ficam os adultos e os maduros?
É preciso ter força e coragem e dizer que a Cultura, em Portugal, precisa de um rumo, de uma mudança radical, sem hipotecar gerações com a ignorância e a distância entre criadores e público, têm de ser fomentados a imparcialidade e critérios lógicos e racionais na selecção de quem se apoia, caminhando para acabar com os subsídios e adoptando uma lógica de mercado livre e concorrencial, com iguais apoios em escalões idênticos de pares de criadores. É necessário e urgente reflectir, mas acima de tudo agir, com quem sabe, conhece, ama e sabe fazer com eficácia, diferença e para todos e em todo o território por igual. A Cultura, em Portugal, merece muito mais e melhor.
Fonte: Jornal de Madeira
Cultura gera mais de três mil milhões de euros por ano
"O sector cultural e criativo foi responsável por 2,8 por cento da riqueza criada em 2006, originando um Valor Acrescentado Bruto de 3.690,679 milhões de euros. Cerca de 6500 pessoas adoptaram como ocupação profissional uma área classificada como de cultural, o que representa um crescimento cumulativo de 4,5%, quando nas restantes áreas económicas esta evolução foi de 0,4%.
A relevância do Sector Cultural e Criativo é menos expressiva em termos de volume de emprego indiciando um nível de produtividade superior à média nacional, embora em linha com o maior nível de qualificação e educação do emprego gerado", lê-se entre as conclusões do estudo "O sector Cultural e Criativo em Portugal", coordenado pelo economista e ex-ministro Augusto Mateus, e que poderá consultar aqui.
Cerca de 127 mil pessoas trabalhavam no sector cultural em 2006, que registou uma subida bastante acima da média das restantes áreas da economia.
Oitenta e sete por cento das empresas em actividades ditas culturais têm menos de 10 trabalhadores, o que significa que o sector é dominado pelas micro e pequenas empresas.
Os trabalhadores são, em maior número, do sexo masculino, mas quando comparado com a empregabilidade dos restantes sectores, a presença das mulheres é superior à média nacional. As mulheres representam mesmo 55 por cento da força laboral no património, artes do espectáculo, artes visuais e criação literária.
Os trabalhadores do sector apresentam habilitações escolares superiores à média nacional. O retrato do sector no que respeita ao nível académico é impulsionado pelas empresas de software, arquitectura, publicidade e design, onde 51 por cento dos funcionários têm curso superior. A conclusão do ensino universitário foi apurada em 25 por cento dos trabalhadores do património, artes e media.
Tal como nos restantes sectores económicos nacionais, os trabalhadores têm maioritariamente entre 26 e 35 anos.
Os meios de comunicação social, que perderam 3500 posto de trabalho entre 2000 e 2006, contribuíram para o atenuar do crescimento cumulativo do emprego e evidenciando fortes assimetrias entre os subsectores.
"O dinamismo de criação de riqueza do Sector Cultural e Criativo acompanhou, ao longo do período que decorreu entre 200 e 2006, o dinamismo de criação de riqueza da economia naional, traduzido num crescimento cumulativo de 18,6 por cento, isto é, numa taxa média de crescimento anual de 2,9 por cento", refere o documento produzido pela Augusto Mateus & Associados para o Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério da Cultura.
Um sector polarizado e com desequilíbrios
O sector cultural é entendido, neste estudo, como o agrupamento dos subsectores nuclear (património histórico e cultural, artes do espectáculo, artes visuais e criação literária), das indústrias culturais (música, edição, software educativo, cinema e vídeo, rádio e televisão) e das actividades criativas (software, arquitectura, publicidade e design).
As indústrias culturais, com destaque para a actividade de edição, rádio e televisão (que produzem mais de metade do valor de todo o sector), concentram cerca de 80 por cento do valor acrescentado bruto, enquanto as actividades criativas e culturais nucleares registam 14 e oito por cento, respectivamente.
O estudo concluiu que as artes e o património têm uma "dimensão demasiado estrita", uma vez que em 2006 originaram um valor acrescentado bruto de 277 milhões de euros, cerca de 0,2 por cento do total nacional. No entanto, as artes do espectáculo (3,9 por cento), as artes visuais e a criação literária (2,7 por cento), constituem as áreas com maior relevância dentro do subsector nuclear.
As actividades nucleares estão a crescer a um ritmo superior aos 10 por cento/ano, em resultado do aumento de 13 por cento nas artes do espectáculo.
O contributo das actividades criativas é liderado pela arquitectura e serviços de software. Este subsector produz 430 milhões de euros, cerca de 11,6 por cento do total.
Já as indústrias culturais estavam a crescer a um ritmo anual de 14,7 por cento, entre 2000 e 2006, o que reflecte a disparidade entre as dinâmicas positivas de cinema, vídeo e turismo cultural, e as dinâmicas negativas de música, rádio e televisão e edição.
Exportações muito abaixo da média europeia
As exportações de produtos criativos e culturais portugueses foi de 14 por cento entre 1996 e 2005, enquanto a média europeia foi de 51 por cento. Este valor revela uma "expressiva degradação da taxa de cobertura das importações pelas exportações" e a "diminuição da quota das exportações portuguesas" na UE a 27.
Os produtos audiovisuais e os novos media averbam o mais acentuado crescimento das exportações embora não sejam expressivos no contexto do sector; as artes visuais, que contribuem de forma significativa para as exportações têm vindo a obter crescimentos negativos.
As exportações de serviços criativos e culturais ascenderam a 870 milhões de dólares, sendo acrescidos 60 milhões associados aos direitos de propriedade, que estão em curva ascendente. Esta categoria assume maior expressão ao nível das importações.
O estudo, que visou caracterizar as actividades, empresas e profissionais da cultura em Portugal entre 2000 e 2006, consistiu na recolha de informação dispersa por vários indicadores. Foi o primeiro estudo do género realizado em Portugal, mas segue a linha da investigação produzida pela KEA European Affairs para a Comissão Europeia. Em 2006, esta investigação concluía que a riqueza produzida na UE pela cultura era superior à resultante do sector automóvel.
Os dados poderão ser tidos em conta no debate sobre a evolução da Estratégia de Lisboa."
Fonte: RTP1
A relevância do Sector Cultural e Criativo é menos expressiva em termos de volume de emprego indiciando um nível de produtividade superior à média nacional, embora em linha com o maior nível de qualificação e educação do emprego gerado", lê-se entre as conclusões do estudo "O sector Cultural e Criativo em Portugal", coordenado pelo economista e ex-ministro Augusto Mateus, e que poderá consultar aqui.
Cerca de 127 mil pessoas trabalhavam no sector cultural em 2006, que registou uma subida bastante acima da média das restantes áreas da economia.
Oitenta e sete por cento das empresas em actividades ditas culturais têm menos de 10 trabalhadores, o que significa que o sector é dominado pelas micro e pequenas empresas.
Os trabalhadores são, em maior número, do sexo masculino, mas quando comparado com a empregabilidade dos restantes sectores, a presença das mulheres é superior à média nacional. As mulheres representam mesmo 55 por cento da força laboral no património, artes do espectáculo, artes visuais e criação literária.
Os trabalhadores do sector apresentam habilitações escolares superiores à média nacional. O retrato do sector no que respeita ao nível académico é impulsionado pelas empresas de software, arquitectura, publicidade e design, onde 51 por cento dos funcionários têm curso superior. A conclusão do ensino universitário foi apurada em 25 por cento dos trabalhadores do património, artes e media.
Tal como nos restantes sectores económicos nacionais, os trabalhadores têm maioritariamente entre 26 e 35 anos.
Os meios de comunicação social, que perderam 3500 posto de trabalho entre 2000 e 2006, contribuíram para o atenuar do crescimento cumulativo do emprego e evidenciando fortes assimetrias entre os subsectores.
"O dinamismo de criação de riqueza do Sector Cultural e Criativo acompanhou, ao longo do período que decorreu entre 200 e 2006, o dinamismo de criação de riqueza da economia naional, traduzido num crescimento cumulativo de 18,6 por cento, isto é, numa taxa média de crescimento anual de 2,9 por cento", refere o documento produzido pela Augusto Mateus & Associados para o Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério da Cultura.
Um sector polarizado e com desequilíbrios
O sector cultural é entendido, neste estudo, como o agrupamento dos subsectores nuclear (património histórico e cultural, artes do espectáculo, artes visuais e criação literária), das indústrias culturais (música, edição, software educativo, cinema e vídeo, rádio e televisão) e das actividades criativas (software, arquitectura, publicidade e design).
As indústrias culturais, com destaque para a actividade de edição, rádio e televisão (que produzem mais de metade do valor de todo o sector), concentram cerca de 80 por cento do valor acrescentado bruto, enquanto as actividades criativas e culturais nucleares registam 14 e oito por cento, respectivamente.
O estudo concluiu que as artes e o património têm uma "dimensão demasiado estrita", uma vez que em 2006 originaram um valor acrescentado bruto de 277 milhões de euros, cerca de 0,2 por cento do total nacional. No entanto, as artes do espectáculo (3,9 por cento), as artes visuais e a criação literária (2,7 por cento), constituem as áreas com maior relevância dentro do subsector nuclear.
As actividades nucleares estão a crescer a um ritmo superior aos 10 por cento/ano, em resultado do aumento de 13 por cento nas artes do espectáculo.
O contributo das actividades criativas é liderado pela arquitectura e serviços de software. Este subsector produz 430 milhões de euros, cerca de 11,6 por cento do total.
Já as indústrias culturais estavam a crescer a um ritmo anual de 14,7 por cento, entre 2000 e 2006, o que reflecte a disparidade entre as dinâmicas positivas de cinema, vídeo e turismo cultural, e as dinâmicas negativas de música, rádio e televisão e edição.
Exportações muito abaixo da média europeia
As exportações de produtos criativos e culturais portugueses foi de 14 por cento entre 1996 e 2005, enquanto a média europeia foi de 51 por cento. Este valor revela uma "expressiva degradação da taxa de cobertura das importações pelas exportações" e a "diminuição da quota das exportações portuguesas" na UE a 27.
Os produtos audiovisuais e os novos media averbam o mais acentuado crescimento das exportações embora não sejam expressivos no contexto do sector; as artes visuais, que contribuem de forma significativa para as exportações têm vindo a obter crescimentos negativos.
As exportações de serviços criativos e culturais ascenderam a 870 milhões de dólares, sendo acrescidos 60 milhões associados aos direitos de propriedade, que estão em curva ascendente. Esta categoria assume maior expressão ao nível das importações.
O estudo, que visou caracterizar as actividades, empresas e profissionais da cultura em Portugal entre 2000 e 2006, consistiu na recolha de informação dispersa por vários indicadores. Foi o primeiro estudo do género realizado em Portugal, mas segue a linha da investigação produzida pela KEA European Affairs para a Comissão Europeia. Em 2006, esta investigação concluía que a riqueza produzida na UE pela cultura era superior à resultante do sector automóvel.
Os dados poderão ser tidos em conta no debate sobre a evolução da Estratégia de Lisboa."
Fonte: RTP1
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