Perto de 30 por cento dos estrangeiros que visitam Portugal recorrem à Internet para obter informação sobre o país. Os dados constam de um estudo promovido, recentemente, pelo Turismo de Portugal e mostram que a grande rede tem cada vez mais importância como veículo de promoção de destinos turísticos.
Promovida durante o Verão junto aos balcões de check-in dos principais aeroportos portugueses, a análise refere que apenas três por cento dos turistas inquiridos ficaram interessados em visitar Portugal por estímulo publicitário, a ferramenta mais clássica nas estratégias de promoção dos destinos. Já a Internet foi responsável por 29 por cento das chegadas, escreve o jornal Público.
Estas conclusões levam o Turismo de Portugal a admitir que há esforços a fazer na forma como se promove o destino Portugal, com o organismo a referir que está a "reforçar a presença em plataformas de comunicação online", como as redes sociais.
Está igualmente prevista a disponibilização de uma "ligação directa entre o consumidor e a oferta" no novo portal de promoção externa, o visitportugal.com.
Entre outros dados diversos, o estudo sistematiza informação de perfil, concluindo-se que 55 por cento dos 1.100 turistas entrevistados tinham entre 35 e 54 anos e apenas nove por cento menos de 24.
Mais de metade tem educação equiparada ao ensino universitário e nenhum dos inquiridos possuía habilitações inferiores ao secundário. Apenas dez por cento viajaram sozinhos, quando a maioria veio acompanhada com o cônjuge ou com outros adultos. Há uma grande fatia (75%) que fica a totalidade da estada num único local.
Gamado, aqui!
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23 novembro 2010
21 novembro 2010
Turistas são mais velhos, não viajam sozinhos, nem de mochila às costas
Têm mais de 35 anos, são atraídos por recomendações de conhecidos e não gostam de viajar sozinhos ou andar de mochila às costas. É este o perfil do turista que escolhe o território português para passar férias, durante o Verão. O estudo, da responsabilidade do Turismo de Portugal, vai servir para afinar a estratégia de promoção do país no exterior e responder melhor às exigências dos visitantes, que apreciam as paisagens, a simpatia e os vinhos e ficaram menos satisfeitos com o custo de vida e a fraca fluência de idiomas estrangeiros.
Durante 11 dias, o organismo entrevistou 1072 turistas de sete nacionalidades, junto aos balcões de check-in dos principais aeroportos portugueses. O Estudo de Satisfação dos Turistas, que incidiu, principalmente, sobre os britânicos, que representam 40 por cento da amostra e são também os que mais contribuem para o sector em Portugal, faz um retrato do perfil, expectativas e previsões de regresso ao país.
De entre as principais conclusões, está o facto de 51 por cento dos inquiridos se encontrarem, pela primeira vez, em território português. Para o Turismo Portugal este dado "está em linha com a estratégia de conquista de novos públicos" e associado ao facto de "Portugal se ter tornado mais acessível por via aérea", com os incentivos às companhias de aviação, sobretudo às low-cost, através do programa estatal Iniciativa.pt.
Um destino recomendado
Mais de 40 por cento escolheram Portugal por recomendações de familiares e amigos, quando estavam na fase de planeamento das férias, e decidiram viajar até ao país por causa do clima e da paisagem (56 por cento) e da forma hospitaleira de acolhimento (30 por cento). No caso dos espanhóis, o factor proximidade é apontado por 56 por cento dos inquiridos.
Apenas três por cento ficaram interessados em visitar Portugal por estímulo publicitário, a ferramenta mais clássica nas estratégias de promoção dos destinos. Já a Internet foi responsável por 29 por cento das chegadas da amostra analisada.
Estas conclusões levam o Turismo de Portugal a admitir que há esforços a fazer na forma como se promove o destino Portugal. Além de deixar satisfeitos os que passam pelo país, o organismo está a "reforçar a presença em plataformas de comunicação on-line", como as redes sociais, e vai passar a incluir uma "ligação directa entre o consumidor e a oferta" no novo portal de promoção externa, o visitportugal.com.
Em termos de satisfação, o estudo concluiu que 91 por cento dos inquiridos ficaram "muito satisfeitos" com a estada. E que 44 por cento consideraram que as férias ficaram "acima das expectativas". As paisagens, as praias, a simpatia da população local e a gastronomia e vinhos foram os pontos mais apreciados.
Já os serviços de saúde, o custo de vida e a preservação ambiental só satisfizeram cerca de metade dos turistas. A fraca fluência de idiomas estrangeiros também foi um dos contras apresentados por uma parte dos inquiridos. Ainda assim, 54 por cento disseram que "de certeza voltará a Portugal". Seis por cento admitiram que "provavelmente" não o farão.
Para ver a notícia completa, clique aqui!
Durante 11 dias, o organismo entrevistou 1072 turistas de sete nacionalidades, junto aos balcões de check-in dos principais aeroportos portugueses. O Estudo de Satisfação dos Turistas, que incidiu, principalmente, sobre os britânicos, que representam 40 por cento da amostra e são também os que mais contribuem para o sector em Portugal, faz um retrato do perfil, expectativas e previsões de regresso ao país.
De entre as principais conclusões, está o facto de 51 por cento dos inquiridos se encontrarem, pela primeira vez, em território português. Para o Turismo Portugal este dado "está em linha com a estratégia de conquista de novos públicos" e associado ao facto de "Portugal se ter tornado mais acessível por via aérea", com os incentivos às companhias de aviação, sobretudo às low-cost, através do programa estatal Iniciativa.pt.
Um destino recomendado
Mais de 40 por cento escolheram Portugal por recomendações de familiares e amigos, quando estavam na fase de planeamento das férias, e decidiram viajar até ao país por causa do clima e da paisagem (56 por cento) e da forma hospitaleira de acolhimento (30 por cento). No caso dos espanhóis, o factor proximidade é apontado por 56 por cento dos inquiridos.
Apenas três por cento ficaram interessados em visitar Portugal por estímulo publicitário, a ferramenta mais clássica nas estratégias de promoção dos destinos. Já a Internet foi responsável por 29 por cento das chegadas da amostra analisada.
Estas conclusões levam o Turismo de Portugal a admitir que há esforços a fazer na forma como se promove o destino Portugal. Além de deixar satisfeitos os que passam pelo país, o organismo está a "reforçar a presença em plataformas de comunicação on-line", como as redes sociais, e vai passar a incluir uma "ligação directa entre o consumidor e a oferta" no novo portal de promoção externa, o visitportugal.com.
Em termos de satisfação, o estudo concluiu que 91 por cento dos inquiridos ficaram "muito satisfeitos" com a estada. E que 44 por cento consideraram que as férias ficaram "acima das expectativas". As paisagens, as praias, a simpatia da população local e a gastronomia e vinhos foram os pontos mais apreciados.
Já os serviços de saúde, o custo de vida e a preservação ambiental só satisfizeram cerca de metade dos turistas. A fraca fluência de idiomas estrangeiros também foi um dos contras apresentados por uma parte dos inquiridos. Ainda assim, 54 por cento disseram que "de certeza voltará a Portugal". Seis por cento admitiram que "provavelmente" não o farão.
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06 abril 2010
Estudo em Espanha e Portugal define medidas para desenvolver turismo rural, lazer e gastronomia
A Junta da Extremadura está a promover um estudo naquela região espanhola, no Alentejo e na Beira Interior para criar um plano de desenvolvimento transfronteiriço nas áreas do turismo rural, lazer e gastronomia.
Segundo Javier Sánchez, da Consulting y Gestión, empresa responsável pela coordenação do plano, o objetivo é fazer um diagnóstico dos principais problemas e desafios nos três setores para identificar as melhores medidas de potenciar a economia naquelas regiões.
"Os problemas nestes setores na Extremadura são os mesmos do Alentejo - não há um verdadeiro turismo rural, por exemplo. A única diferença é administrativa (a Extremadura tem um governo autónomo), portanto faz todo o sentido fazer uma promoção conjunta", disse hoje à Lusa.
Segundo Javier Sánchez, da Consulting y Gestión, empresa responsável pela coordenação do plano, o objetivo é fazer um diagnóstico dos principais problemas e desafios nos três setores para identificar as melhores medidas de potenciar a economia naquelas regiões.
"Os problemas nestes setores na Extremadura são os mesmos do Alentejo - não há um verdadeiro turismo rural, por exemplo. A única diferença é administrativa (a Extremadura tem um governo autónomo), portanto faz todo o sentido fazer uma promoção conjunta", disse hoje à Lusa.
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